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NAC - Núcleo de Ação Cultural Flávio de Carvalho

Espaço para se falar sobre Cultura em geral, bem como sobre o NAC - NÚCLEO DE AÇÃO CULTURAL FLÁVIO DE CARVALHO, localizado na Cidade de Barra Mansa - RJ., e que tem como objetivo difundir a Cultura, sob todas as suas formas e aspectos.

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Quarta-feira, Maio 26, 2004
 

"Isso aqui é um pouquinho de Brasil, iaiá... desse Brasil que canta e é feliz... feliz... feliz..."


Na semana passada, assisti ótimos shows no SESC da minha cidade.
Saca só: na quarta (19/05), assisti Danilo Caymmi e Arranco de Varsóvia. Na quinta (20/05), Teresa Cristina e Dona Ivone Lara.

Fiquei impressionada com o talento do Arranco de Varsóvia, um grupo vocal, que canta sambas.
Impressionante!
Sensacional!

Danilo Caymmi, além de uma baita voz (Ô voz!!!!!!), tem um baita carisma, é muito simpático e muito divertido, além de ser pisciano, como eu... ehehehehehehehehe...
Cantou um belíssimo repertório em homenagem ao pai, Dorival, além de algumas músicas de sua própria autoria, entre elas, "Andança", que não poderia faltar.

Muitíssimo bem acompanhado pelo não menos talentoso Arranco de Varsóvia, que fez um show à parte, ao mostrar uma canção do novo CD, em que contam a história de um rapaz que perdeu um grande amor por uma questão fonética: "é badêjo ou badéjo?"
Foram aplaudidos com fervor, e por longo tempo.
A música é super criativa e super engraçada.
E ficou a dúvida no ar... afinal de contas, como se pronuncia?
Badêjo ou badéjo????
Ainda bem que eu não como peixe... ahahahahahahahahahahahaha...
Segundo eles, a pronúncia correta deve ser "badêjo", porque senão a pronúncia correta do nome do grupo de pagode seria "Moléjo", e não "Molêjo"... ahahahahahahaha...

Sem contar que o grupo ainda levou uma canção de Dorival Caymmi, que ele começou a fazer na década de trinta e terminou em 1999.
Música difícil essa, hein? ahahahahahahahaha...

Cantaram ainda duas inéditas de Dorival Caymmi, que também estarão no próximo CD: "Falou com a moça?" e "E o que me importa se eu tiro o domingo pra sambar?"

Olha... pra quem não conhece, eu recomendo muito o Arranco de Varsóvia.
É maravilhoso!
Foi a primeira vez que assisti, e fiquei encantada!!!

Outra que me encantou foi a Teresa Cristina. Ainda não tinha assistido, e gostei demais!
Uma voz linda, macia, gostosa de ouvir.
Cantou músicas suas, e de Paulinho da Viola.
Cantou a minha favorita: "Coração Leviano".
Arrasou!!!!!

O grande momento da noite, foi a entrada majestosa de Dona Ivone Lara, provando que quem não gosta de samba, bom sujeito não é.
É rainha, sem sombra de dúvida.
Oitenta e dois anos de pura alegria.
É dona de uma simpatia e de uma simplicidade indescritíveis.
É maravilhosa.
Cantou, brincou, dançou, sambou, graciosa como ela só.
É gente nossa!!!!!!

Cantou, encantou, deu show!
Conquistou.
Foi reverenciada pelo público, pelos músicos (sensacionais) que a acompanhavam (liderados pelo divertidíssimo Pedro Miranda), e por Teresa Cristina.
Foi emocionante.
Ela é muito querida!
Fico arrepiada só de lembrar.

Quase no fim do show, já tendo cantado todo o repertório, virou-se para os músicos, e perguntou: "E aí, meus colegas, o que mais temos aí?"
Sem pestanejar, responderam: "O que a senhora quiser!!!"
A platéia pedindo músicas, e ela comentando: "ah... vocês só pedem músicas que não estão no repertório..."
Ao que alguém respondeu, imediatamente: "Quem sabe, faz ao vivo!"
Dona Ivone Lara, parou, pensou... olhou pros músicos, e, como quem é rainha nunca perde a majestade, colocou as mãos na cintura e falou: "Quer saber? Eu toco!!!!
Me dá um dó aí..."
Ela é danada!!!

Nem preciso dizer mais nada, né?

Ela cantou o que o pessoal pediu, levou a platéia ao delírio, e era perceptível a admiração dos músicos por ela, que tocavam, sem tirar os olhos encantandos dela.
Teresa Cristina, também sem conseguir esconder a sua admiração, juntou-se à nossa rainha, cantando os belos versos de "Tendência".
Foi mágico.
Encerraram o show, num dueto empolgante, cantando "Aquarela Brasileira", de Silas de Oliveira, do Império Serrano: "Vejam... essa maravilha de cenário... é um episódio relicário... que o artista num sonho genial... escolheu para esse Carnaval..."
E que cenário!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Que Carnaval!!!!!!!!!!!!!
Aplaudidas de pé, por uma platéia empolgadíssima, satisfeitíssima e com gosto de quero mais!!!!

Saí do show emocionada, e com aquela sensação deliciosa e impagável de ser brasileira.
Com orgulho da música do meu País.

Não é em qualquer lugar, que um músico improvisa, atendendo aos pedidos do público.
Não é em qualquer lugar que se tem Danilo Caymmi (Ô voz!!!!!!!!), Arranco de Varsóvia, e Teresa Cristina.
E, acima de tudo, não é em qualquer lugar que se tem Dona Ivone Lara, cantando, dançando, emocionando e reinando com graça.
Êêêêê Brasil!!!

Tá.
Não temos sido muito felizes no quesito "política".
Não temos sido muito felizes no quesito "justiça social", nem em qualquer quesito relacionado à "justiça".
Mas, sem sombra de dúvida, somos os mais felizes no quesito música, talento e calor humano.
Não tem pra ninguém!!!!!



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CORAÇÃO LEVIANO
(Paulinho da Viola)


Trama em segredo teus planos
Parte sem dizer adeus
Nem lembra dos meus desenganos
Fere quem tudo perdeu

Ah, coração leviano
Não sabe o que fez do meu

Este pobre navegante
Meu coração amante
Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade

Ah, coração teu engano
Foi esperar por um bem
De um coração leviano
Que nunca será de ninguém

Que nunca será de ninguém...



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ENREDO DO MEU SAMBA
(Dona Ivone Lara - Jorge Aragão)


Não entendi o enredo
Desse samba amor
Já desfilei na passarela do teu coração
Gastei a subvenção
Do amor que você me entregou
Passei pro segundo grupo e com razão
Passei pro segundo grupo e com razão

Meu coração carnavalesco
Não foi mais que um adereço
Teve um dez em fantasia
Mas perdeu em harmonia
Sei que atravessei um mar
De alegorias
Desclassifiquei o amor de tantas alegrias

Agora sei
Desfilei sob aplausos da ilusão
E hoje tenho esse samba de amor
Por comissão

Fim do carnaval
Das cinzas pude perceber
Na apuração perdi você



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SUÍTE DOS PESCADORES
(Canção da Partida)
(Dorival Caymmi)


MInha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem-querer
Se Deus quiser, quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer

A estrela d'alva me acompanha
Iluminando o meu caminho
Eu sei que nunca estou sozinho
Pois tem alguém que está pensando em mim



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LEVIANA
(Zé Keti)


O azar é seu
Em vir me procurar
Me abandona, me deixa
Não quero mais ver
A luz do seu olhar
Você manchou o lar que era feliz
E agora quer voltar

Leviana
Sinto muito, mas vai tratar de sua vida
Leviana
Precisando eu te posso dar uma guarida

Mas o meu lar
Sente vergonha como eu
O nosso amor morreu



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AQUARELA BRASILEIRA
(Silas de Oliveira)
(Samba enredo do Império Serrano, em 1964)


Vejam
Essa maravilha de cenário
É um "Episódio Relicário"
Que o artista num sonho genial
Escolheu para esse carnaval
E o asfalto como passarela
Será a tela
Do Brasil em forma de aquarela
Passeando pelas cercanias do Amazonas
Conheci vastos seringais
No Pará a Ilha de Marajó
E a velha Cabana do Timbó
Caminhando ainda um pouco mais
Deparei com lindos coqueirais
Estava no Ceará
Terra de Irapuã, de Iracema e Tupã
Fiquei radiante de alegria
Quando cheguei à Bahia
Bahia de Castro Alves, do acarajé
Das noites de magia, do candomblé
Depois de atravessar as matas do Ipú
Assisti em Pernambuco
À festa do frevo e do Maracatu
Brasília tem o seu destaque
Na arte, na beleza e arquitetura
Feitiço de garoa pela serra
São Paulo engrandece a nossa terra
Do leste, por todo centro-oeste
Tudo é belo e tem lindo matiz
O Rio dos sambas e batucadas
Dos malandros e mulatas
De requebros febris
Brasil, essas nossas verdes matas
Cachoeiras e cascatas
De colorido sutil
E esse lindo céu azul de anil
Emoldura uma aquarela ao meu Brasil
Larararará, Lalalalará...



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"Sonho meu, sonho meu
Vai buscar quem mora longe
Sonho meu..."

"Eu vim de lá
Eu vim de lá pequenininho
Mas eu vim de lá pequenininho
Alguém me avisou
Prá pisar nesse chão devagarinho..."

"Eu guardo em mim
Dois corações
Um que é do mar
Outro das paixões..."

"Eu vou pra Maracangalha
Eu vou
Eu vou de uniforme branco
Eu vou
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou
Eu vou convidar a Nália
Eu vou
Se a Nália não quiser ir
Eu vou só
Eu vou só
Eu vou só
Se a Nália não quiser ir
Eu vou só
Eu vou só
Eu vou só sem a Nália
Mas eu vou..."

"Portela
Eu nunca vi coisa mais bela..."



E tudo isso, foi só um trechinho do que eu ouvi, vi e vivi na semana passada...
;-)
Essa semana, o SESC ataca de "Hip Rock", com direito a pista de "Skate" e tudo o mais.
Na próxima semana, mais precisamente no dia 05 de junho, teremos o show de Zeca Baleiro e Verônica Sabino.
Estarei lá.
;-)



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Segunda-feira, Maio 03, 2004
 

A origem do Dia das Mães



Ana Jarvis


A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.


"Não criei o dia das mães para ter lucro"

O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.


Cravos: símbolo da maternidade

Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.

No Brasil

O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

Fonte: Portal da Família